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domingo, janeiro 20, 2013

Honestidade em primeiro lugar


O atleta queniano, Abel Mutai, medalha de ouro nos 3000m com obstáculos em Londres, estava prestes a ganhar a corrida quando, ao entrar em uma pista onde acreditava que o final tinha chegado, relaxou o ritmo e começou a cumprimentar o público, acreditando que tinha vencido a prova. O segundo colocado, logo atrás, Ivan Fernandez Anaya, vendo que ele estava errado e parava a 10 metros antes da bandeira da chegada, não quis aproveitar a oportunidade para acelerar e vencer. Ele permaneceu às suas costas, e gesticulando para que o queniano compreendesse a situação e quase empurrando-o levou-o até o fim, deixando-o vencer a prova como iria acontecer se ele não tivesse se engado sobre o percurso.

Ivan Fernandez Anaya, um jovem corretor de 24 anos que é considerado um atleta de muito futuro (campeão da Espanha nos 5.000 metros, na categoria há dois anos) ao terminar a prova, disse: "Ainda que tivesse me dito que ganharia uma vaga na Seleção espanhola para disputar o Campeonato Europeu, eu não teria me aproveitado . Acho que é melhor o que eu fiz do que se tivesse vencido nessas circunstâncias. E isso é muito importante, porque hoje, como estão as coisas em toda sociedade, no futebol, no sociedade, na política, onde parece que vale tudo, um gesto de honestidade vai muito bem. "

quinta-feira, janeiro 10, 2013

Sawabona


Há uma tribo africana que tem um costume muito bonito.

Quando alguém faz algo prejudicial e errado, eles levam a pessoa para o centro da aldeia, e toda a tribo vem e o rodeia. Durante dois dias, eles vão dizer ao homem todas as coisas boas que ele já fez.

A tribo acredita que cada ser humano vem ao mundo como um ser bom, cada um de nós desejando segurança, amor, paz, felicidade.

Mas às vezes, na busca dessas coisas, as pessoas cometem erros. A comunidade enxerga aqueles erros como um grito de socorro.

Eles se unem então para erguê-lo, para reconectá-lo com sua verdadeira natureza, para lembrá-lo quem ele realmente é, até que ele se lembre totalmente da verdade da qual ele tinha se desconectado temporariamente:"Eu sou bom".

Sawabona Shikoba!

SAWABONA, é um cumprimento usado na África do Sul e quer dizer:
"EU TE RESPEITO, EU TE VALORIZO, VOCÊ É IMPORTANTE PRA MIM".

http://mudeomundocomeceporvoce.org/

sexta-feira, dezembro 21, 2012

...



"On that starry, starry night,
You took your life, as lovers often do.
But I could have told you, Vincent/Tim,
This world was never meant for one
As beautiful as you."

Don McLean - Vincent.

sábado, julho 14, 2012

Lobão e as verdades da vida



Ontem fui num show de Lobão. No "Dia do Rock" - mais uma das datas inventadas como "Dia das Mães" ou agora o "Dia do Homem", porque vamos combinar que rock, mãe, homem, etc não precisam de dia, né? - o Circo Voador foi à loucura com o som nas alturas, a voz rouca e o rock n' roll "meio non sense" do velho lobo que tem a inocência que querer acabar com o "complexo de decência" do salão pelo menos por algumas horas.

Que grande bobagem acabei de escrever. Mas quem se importa? Isso é só um blog que não faz mal a ninguém. O que eu quero falar neste post é sobre um trecho de Rádio Blá, música que eu amo.

Para os puritanos de plantão, deixo um aviso: este post fala de sexo, drogas e rock 'n roll.

Dito isto, sigamos em frente.

A letra "oficial" diz:

Sua vida burguesa é um romance
Um roteiro de intrigas
Pra Fellini filmar
Cercada de drogas, de amigos inúteis
Ninguém pensaria que ela quer namorar
Reconheço que ela me deixa inseguro
Sou louco por ela e não sei o que falar
O que eu quero é que ela quebre a minha rotina
Que fique comigo e deseje me amar.


Mas a versão dos shows diz algo como:

Sua vida burguesa é uma grande merda
Um roteiro de intrigas
Pra Fellini fumar
Cercada de ________
(ele faz uma crítica a qualquer coisa que esteja em voga no momento, pode ser sobre músicas MPB, atores da Globo, roubalheira dos políticos, etc)
Ninguém pensaria que ela quer fuder
Reconheço que ela me deixa de pau duro
Sou louco por ela e não sei o que falar
O que eu quero é que ela quebre a minha rotina
Que fique comigo e deseje me amar.


E ai eu fiquei pensando, após a catarse adolescente aos 33 anos de cantar isso aos berros e pulando, que a vontade para que "alguém quebre a nossa rotina" só vem mesmo de um Louco Desejo. Do pau duro e da vontade de fuder. Ninguém que deixa a outra pessoa insegura é capaz de quebrar a rotina, certo?

domingo, junho 17, 2012

quinta-feira, junho 14, 2012

Paris

E no domingo passado, bem na frente da "igreja do corcunda", em Paris, um rapaz espanhol falava ao telefone ao meu lado:

"Ah, tesouro, estou bem, mas estou muito triste. Paris sem Cristina é como ir à praia sem sol, não tem graça."


A história da nossa "estória"

"Estória é um neologismo proposto por João Ribeiro (membro da Academia Brasileira de Letras) em 1919, para designar, no campo do folclore, a narrativa popular, o conto tradicional.

Alguns consideram o termo arcaico, por ter sido encontrado também em textos antigos, quando a grafia história ainda não havia sido consolidada na língua portuguesa.

O termo acabou por não ter uma aceitação generalizada, não figurando nos dicionários portugueses e apenas em alguns brasileiros. Apesar de ter sido usada na linguagem coloquial, o termo nunca figurou na norma culta.

O Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa Caldas Aulete classifica o termo como brasileirismo, afirmando que a palavra foi proposta, mas deve ser usada a forma história.

No Brasil, estória tem uma conotação de narrativa criada, inventada, sugerida, uma obra de ficção. Já a história é uma narrativa que faz parte dos fatos ocorridos na vida dos povos, uma obra não ficcional."

segunda-feira, março 19, 2012

A verdade por trás da manchete de jornal

No último sábado, segundo O Globo, Thor Batista se envolveu em um acidente, por volta das 19h20m, no km 101 da BR-040, que liga o Rio de Janeiro a Juiz de Fora (MG), nas proximidades do distrito de Xerém, Duque de Caxias, Baixada. O ciclista Wanderson Pereira dos Santos, 30, que cruzava a pista, foi atingido pelo Mercedes SLR MacLaren prata guiado por Thor e morreu na hora.

O triste acontecimento tem muito a nos fazer pensar. Uma pessoa andava de bicicleta em uma estrada cuja velocidade permitida é de 110 km/h, à noite, no escuro. Outra pessoa a atropelou. O atropelado foi a maior vítima e morreu. O atropelador é (muitooo) rico e o caso ganhou destaque nacional. 

Quantos acidentes como este acontecem todos os dias e não viram notícia? Por que as pessoas ainda correm riscos como o de andar de bicicleta em uma estrada à noite? Por que não há outros caminhos mais seguros? Por que mesmo quando há caminhos seguros as pessoas optam por correr riscos? Vejo muita gente atravessar pistas de velocidade no meio dos carros mesmo havendo passarela de pedestre mais adiante. Por que há tanta impunidade de todos os lados? 

Há um coro pedindo que se faça "Jostiça" em relação à morte do rapaz, gente querendo ver se o "filhinho de papai" será preso ou não. Tem gente que já julgou e já condenou o atropelador antes mesmo da polícia e da Justiça. Eu me pergunto: e se tudo o que o atropelador tenha feito de "errado" tiver sido estar na hora errada no lugar errado? 

Mesmo que ele não tenha feito nada errado além de estar na hora errada no lugar errado, ele carregará a culpa emocional (e talvez uma pena jurídica) de ter matado uma pessoa. Pelo que vi nas matérias o menino fez tudo o que podia naquele momento. O bafômetro não acusou álcool, ele estaria na velocidade permitida, prestou socorro, se apresentou à delegacia... Mas mesmo assim, tem gente querendo sangue, gente querendo mais. Tem gente que não consegue ver que o atropelador também pode ser mais uma vítima de um sistema em que ninguém se responsabiliza pelos seus atos e em que o Governo também finge que não tem a obrigação de garantir a segurança de todos. Se a via pública fosse mais iluminada, se houvesse ciclovia, se as pessoas se cuidassem mais, se... talvez o rapaz não tivesse morrido.

Não estou apontando culpados, pois acho que nada mudará o que aconteceu. Mas podemos tentar mudar nossa triste realidade para que casos assim não aconteçam mais. E para que o Brasil realmente se torne um país de todos. Em que pobres e ricos sejam igualmente respeitados. Em que os pobres consigam viver com dignidade, mas também em que os ricos tenham o direito (segundo a sociedade) de serem inocentes até que provem o contrário, quando forem REALMENTE inocentes. 

Isso é algo muito longe de nossa realidade. Mas se é possível em lugares, talvez, um dia, quem sabe... isso seja possível também no Brasil.

quinta-feira, novembro 24, 2011

Marco Zero


Nesta praça está o Marco Zero de Pernambuco. Na placa no chão, perto de onde está o rapaz, lê-se, além das referências de latitude e longitude, "daqui partem todas as distâncias". Pouco antes de sair de Recife eu tirei uma foto com os pés na placa. Faz tempo, foi em 2001, nem sei mais onde está a tal foto.

Vendo a foto acima no Facebook lembrei de um painel do pintor Cícero Dias, chamado "Eu vi o Mundo... Ele começava no Recife".


Passou-se um filminho na minha cabeça e eu misturei tudo.

"Eu vi o mundo, ele começou em Recife, de onde partem todas as distâncias."

quarta-feira, novembro 23, 2011

Quanto vale a inocência?

"Marcos, que passou 19 anos preso injustamente, faleceu na última terça-feira (22), aos 63 anos. Ele foi encontrado sem vida pela esposa por volta das 20h, na casa da família em Afogados. Ela contou que, na tarde de ontem, por volta das 14h, o marido havia recebido o telefonema do advogado informando que seria paga a segunda parcela da indenização de R$ 2 milhões, cobrada ao governo do estado. Ao procurar o marido para jantar, ela o encontrou morto no quarto do casal.

Prisão – Marcos ficou conhecido por ter passado quase duas décadas no Presídio Aníbal Bruno, acusado de homicídio. Durante o tempo que ficou detido, estilhaços de uma bomba lançada durante uma rebelião o atingiram, deixando-o cego de um olho. Pouco tempo depois, perdeu a visão no outro olho.

O major Roberto Galindo, ex-diretor do Aníbal Bruno, foi quem descobriu que Marcos era inocente. Segundo Galindo, o detento contava que em 1976 um homem ferido havia se debruçado sobre seu carro, manchando o veículo de sangue, no Cabo de Santo Agostinho. O homem morreu e a Polícia Civil do município acusou Marcos de ser autor do crime.

Quatro anos depois, o verdadeiro assassino foi capturado e Marcos foi solto, mas, segundo Galindo, ele contou que um policial que estava na operação que o prendeu da primeira vez o reconheceu na rua e, dizendo que ele havia fugido, levou-o de volta ao Aníbal Bruno, onde passou mais 15 anos atrás das grades. “Prenderam ele e não houve flagrante nem inquérito aberto. Todo dia ele me dizia que era inocente, até que resolvemos fazer um mutirão com casos antigos e descobrimos”, relembra.

Ao ser preso, Marcos foi abandonado pela primeira esposa e pelos filhos. No período em que ficou na cadeia, conheceu Lúcia, com quem adotou uma criança. Em 2006 o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ordenou que o governo do estado o indenizasse em R$ 2 milhões, dinheiro que foi pago em 2009."

Fonte: Diário de Pernambuco

quinta-feira, novembro 03, 2011

Of course, I know it! I'm your daughter!



E você, sabe qual é a música favorita do seu pai?