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segunda-feira, dezembro 20, 2010

Reclames, desejos vãos e só



"baby
vem viver comigo
no mundo dos negócios
traz o teu negócio
junto ao meu negócio
vamos viver do comércio barato
de poemas de amor"

Paz, amor e drumembêis pra geral



"vim cantar mais uma vez
deus lhe dê felicidade
paz amor e drumembêis!"

sábado, novembro 06, 2010

O rock n roll (ou borogodó, ziriguidum) de Zeca Baleiro


Semana passada Zeca estava autografando o livro Bala na Agulha, que está lançando para marcar os 13 anos de carreira. Soube dessa notícia por Rafa, minha doce Rafão. E, claro, não perdi a chance de dizer a ele o meu "muito obrigada" por ter trazido tanta poesia à minha vida. Sim, até as pessoas mais sensíveis são egoístas e só conseguem enxergar o mundo a partir de suas perspectivas. E eu enxerguei Zeca porque ele me toca profundamente. Toca nas minhas raízes nordestinas e na visão de mundo global. Mistura sensibilidade ao estilo "não se leve tão a sério que não vale a pena". Lembra que a verdadeira beleza está fora dos salões de beleza. Resgata o cancioneiro popular que traz memórias afetivas a todos nós.

Minha primeira paixão musical foi Chico Buarque. Sigo amando Chico, que paixão antiga não se esquece. Tem lugar cativo no peito. Mas quando comecei a escutar Zeca pensei: "ele é Chico uptodated". Com todo o perdão à comparação ( já que todo mundo quer ser único, né Zeca?) e ao uso da gíria (porra, uptodated? Fala sério!), o que quis dizer é que Zeca é foda! hahahaha

Há muitas músicas de Zeca que quando eu escuto eu penso: "eu sinto isso, exatamente igual, como é que ele sabe?" E agora, com o livro dele, foi a mesma coisa. Eu leio o que ele escreveu e penso: "gente, eu usei esse mesmo argumento naquele dia falando com nãoseiquemzinho!"

Mas voltando ao que me fez escrever este post, estava eu aqui lendo o livro de Zeca, que ele descreve como literatura ligeira, despretensiosa, quando cheguei ao texto em que ele fala dos jornalistas que insistem em perguntar se ele é MPB ou Rock n roll. Baleiro, querido, eu não tenho dúvidas: você é puro rock n roll! E ziriguidum e borogodó! E eu "roubo" as suas músicas para mim. E as posto como Pílulas de Delicadeza. 

Até a próxima sexta, Zeca, em mais um Baile do Baleiro!




PS: quem acha que música não é poesia é um babaca completo. Para mim, música é a maior das artes. A mais direta, a mais emocionante e a mais envolvente. #prontofalei!

quinta-feira, outubro 07, 2010

Fofo!



Na lua, na rua, na nasa, em casa!

quarta-feira, maio 12, 2010

Canção para acalentar neguinho



Eu, estranhemente à minha geração, não tinha nenhum apego a Michael Jackson. Mas achei isso muito fofo!

sexta-feira, março 26, 2010

Belbezu de saia



Ai, Zeca...

A letra da música está aqui.

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Eike é Escorpião, Zeca é Áries

Eu não sou muito de acreditar em horóscopo.
Mas descobri há pouco que Zeca Baleiro é ariano.
E Eike Batista é escorpiano.
Eu sou escorpiana com ascendente em Áries.
Dizem que esta mistura é medonha de forte.
Será que a gente admira pessoas porque se reconhece nelas?
Ou porque reconhece nelas a projeção daquilo que queríamos ser?
Ou os dois? Ou nada disso?
Ai, ai... Quem me dera ter a inteligência de Eike para negócios e a sensibilidade para música de Zeca...
hahahahahahahahahahahaha

PS: a voz poderosa de Zeca e os olhos de Eike também me fariam muito bem!

quarta-feira, dezembro 17, 2008

A saudade de Zeca é Brigitte Bardot

Brigitte Bardot
Composição: Zeca Baleiro

a saudade
é um trem de metrô
subterrâneo obscuro
escuro claro
é um trem de metrô
a saudade
é prego parafuso
quanto mais aperta
tanto mais difícil arrancar
a saudade
é um filme sem cor
que meu coração quer ver colorido

a saudade
é uma colcha velha
que cobriu um dia
numa noite fria
nosso amor em brasa
a saudade
é brigitte bardot
acenando com a mão
num filme muito antigo

A saudade vem chegando
A tristeza me acompanha
Só porque... só porque...
O meu amor morreu
Na virada da montanha
O meu amor morreu
Na virada da montanha
E quem passa na cidade
Vê no alto
A casa de sapé
Ainda...
A trepadeira no carramanchão
Amor-perfeito pelo chão
Em quantidade...

terça-feira, novembro 18, 2008

Você é má, Zeca Baleiro

Nos preparativos para o show de sexta, vou aprendendo as músicas novas!

terça-feira, abril 15, 2008

Doce Zeca

Nada melhor para animar o caminho para o trabalho de um dia chuvoso como o de hoje do que ter Zeca Baleiro invadindo o canal auditivo com sua voz doce e ao mesmo tempo máscula e sua poesia moderna e precisa. Se você não conhece Zeca direito, não sabe o que está perdendo.

Eis algumas pílulas de Zeca, que de preferência devem ser escutadas com fone de ouvido.

“Meu amor minha flor minha menina
Solidão não cura com aspirina
Tanto que eu queria o teu amor
Vem me trazer calor, fervor, fervura
Me vestir do terno da ternura
Sexo também é bom negócio
O melhor da vida é isso e ócio”

“Há alguns dias vendi minha alma a um velho apache
Não é que eu ache que o mundo tenha salvação
Mas como diria o intrépido cowboy, fitando o bandido indócil
A alma é o segredo, a alma é o segredo
A alma é o segredo do negócio”

“ninguém pode pagar nem pela vida mais vazia
eu despedi o meu patrão
ele roubava o que eu mais valia
e eu não gosto de ladrão”

“Baby você não precisa de um salão de beleza
Há menos beleza num salão de beleza
A sua beleza é bem maior do que qualquer beleza de qualquer salão
Mundo velho e decadente mundo
Ainda não aprendeu a admirar a beleza
A verdadeira beleza
A beleza que põe mesa
E que deita na cama
A beleza de quem come
A beleza de quem ama
A beleza do erro puro do engano da imperfeição”

E para mim o mais puro resumo dos dias de hoje, em que as pessoas se dão importância demais, se acham foda demais e acham que reinventam o céu e o inferno:

“Desmaterializando a obra de arte do fim do milênio
Faço um quadro com moléculas de hidrogênio
Fios de pentelho de um velho armênio
Cuspe de mosca, pão dormido, asa de barata torta
Teu conceito parece, à primeira vista,
Um barrococó figurativo neo-expressionista
Com pitadas de arte nouveau pós-surrealista
Ao cabo da revalorização da natureza morta
Minha mãe certa vez disse-me um dia,
Vendo minha obra exposta na galeria,
"Meu filho, isso é mais estranho que o cu da gia
E muito mais feio que um hipopótamo insone"
Pra entender um trabalho tão moderno
É preciso ler o segundo caderno,
Calcular o produto bruto interno,
Multiplicar pelo valor das contas de água, luz e telefone,
Rodopiando na fúria do ciclone,
Reinvento o céu e o inferno
Minha mãe não entendeu o subtexto
Da arte desmaterializada no presente contexto
Reciclando o lixo lá do cesto
Chego a um resultado estético bacana
Com a graça de Deus e Basquiá
Nova York, me espere que eu vou já
Picharei com dendê de vatapá
Uma psicodélica baiana
Misturarei anáguas de viúva
Com tampinhas de pepsi e fanta uva
Um penico com água da última chuva,
Ampolas de injeção de penicilina
Desmaterializando a matéria
Com a arte pulsando na artéria
Boto fogo no gelo da Sibéria
Faço até cair neve em Teresina
Com o clarão do raio da cerebrina
Desintegro o poder da bactéria
Com o clarão do raio da cerebrina
Desintegro o poder da bactéria”

sábado, janeiro 05, 2008

Desculpe o auê


Como diria Zeca Baleiro: "o cara mais underground que eu conheço é o diabo, deon, deon, deon..."

quarta-feira, agosto 29, 2007

Basta, cansei...

A coluna de Patrícia Kogut, em O Globo de 28/08/07, lembrou o discurso de Zeca Baleiro, no Baile do Baleiro, domingo 26, no Canecão:

“Cansei de Regina Duarte! Cansei de João Dória! Estou desgastado com essa história de Cansei! Vamos fazer um minuto de barulho para expressar nossas idéias!” O Canecão foi abaixo.”

E eu completo: verdade. Há tempo não dançava e pulava tanto... Foi incendiária a mistura de “Piercing” e “Heavy Metal do Senhor” com arranjo de Rage Against the Machine...